O mercado mundial de carga aérea começou 2017 tal como acabou 2016: a crescer. Em termos homólogos, o ganho foi de 6,9%, de acordo com a IATA.

Carga aérea

O crescimento de Janeiro é inferior ao registado em Dezembro de 2016 (+10%), mas é mais do dobro dos 3% de média dos últimos cinco anos. Realce ainda para a diminuição da capacidade disponível em 3,5%.

O bom desempenho do transporte aéreo de mercadorias no arranque do ano é justificado pela IATA com o contínuo aumento das exportações, que alcançaram em Fevereiro um máximo desde Março de 2011, assim como com o aumento do transporte por via aérea de silício para bens de electrónica de elevado valor.

Todas os mercados regionais, excepto a América Latina, tiveram um mês de Janeiro positivo. Na Europa, o crescimento da procura foi de 8,7%, enquanto a capacidade disponível decaiu 3,3%. O Médio Oriente registou no mês passado um comportamento semelhante, com um aumento de 8,4% da procura e uma queda de 3,3% da oferta. Em relação às companhias da América do Norte, registaram um crescimento de 6,1% na procura e de 0,6% da capacidade no mês passado. A procura em África aumentou 24,3% (o maior crescimento), acima dos 6,1% de subida da oferta.

Na Ásia-Pacífico a procura cresceu 6%, mas a capacidade aumentou mais (+6,6%). E na América Latina caiu 4,1%, acima dos 1,4% de contracção da oferta disponível.

“O sector de carga aérea começou o ano com o pé direito. A procura acelerou em Janeiro, estimulada pelo aumento das exportações, e ultrapassou a subida da capacidade – um dado positivo para a rentabilidade do sector. A longo prazo, a entrada em vigor do Acordo sobre a Facilitação do Comércio poderá agilizar o comércio e reduzir os custos. A indústria tem agora a responsabilidade de aproveitar esta oportunidade e acelerar a modernização dos processos para transformar o transporte aéreo numa opção ainda mais atractiva”, indica, citado em comunicado de imprensa, o director-geral e CEO da IATA, Alexandre de Juniac.

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