O mercado mundial de carga aérea, medido em toneladas-km voadas, cresceu apenas 2,2% em 2015, anunciou hoje a IATA.

A fraca performance de 2015 compara com o avanço de 5% verificado em 2014, face a 2013, e marca um “novo normal” na actividade, com a evolução mais do que nunca em linha com o comportamento do comércio mundial, avisa a associação das companhias aéreas.

Em 2015, a região da Ásia-Pacífico, que vale 39% do mercado mundial, cresceu apenas 2,3%. E os mercados europeu e norte-americano que, juntos, contam 43%, terminaram o ano praticamente a zeros (-0,1% no Velho Continente; +0,1% no Novo). O Médio Oriente cresceu 11,3%, África avançou 1,2%, a América Latina caiu 6%, calcula a IATA.

Com uma fraca procura e a oferta de capacidade a ser muito determinada pelo negócio das passagens (em alta), a taxa de ocupação dos porões caiu para o nível mais baixo dos últimos anos: 44,1%, contra 45,7% em 2014.

Também no lado das receitas 2015 não ficará para a história da indústria da carga aérea. E a tendência não é  de melhoria, pelo contrário. Para 2016, a IATA prevê que as receitas mundiais da carga aérea atinjam os 51 mil milhões de dólares, muito longe dos 67 mil milhões registados em… 2011.

Ou seja, avisa a IATA, as companhias terão de continuar a dar asas à imaginação para reduzir custos.

 

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