O mercado mundial de carga aérea aumentou 9% em 2017, a maior subida desde 2010, anunciou a IATA. A Europa esteve em destaque.

O aumento da procura no ano passado foi três vezes maior que o aumento da capacidade, que subiu 3%. “Foi o menor aumento da capacidade anual desde 2012”, indica a IATA. A subida de 2017 na carga aérea mundial foi também mais do dobro dos 3,6% registados em 2016.

Todas as regiões mundiais fecharam 2017 com nota positiva. Destacou-se a Europa, entre as principais, com a procura a subir 11,8% e a capacidade 5,9%.

Na Ásia-Pacífico, houve um aumento de 7,8% da procura e de 1,3% da capacidade. Na América do Norte o desempenho foi semelhante, com a procura a subir 7,9% e a capacidade 1,6%. No Médio Oriente, a procura aumentou 8,1% em 2017, contra 2,6% da capacidade.

As companhias aéreas da América Latina registaram um aumento de 5,7% na procura e de 3,1% na capacidade. Por fim, em África, a procura cresceu 24,8% e a capacidade 9,9%.

“A carga aérea apresentou o melhor desempenho desde a recuperação da crise financeira global em 2010”, afirma, em comunicado de imprensa, o director-geral e CEO da IATA, Alexandre de Juniac.

“Observámos melhorias nas taxas de ocupação, rendimentos e receitas. A carga aérea ainda é um negócio muito difícil e competitivo, mas as melhorias em 2017 foram as mais positivas em muito tempo”, reforça.

Optimismo para 2018

“A previsão para a carga aérea em 2018 é optimista. A confiança dos consumidores está fortalecida. E vemos uma força crescente no comércio electrónico internacional e no transporte de produtos sensíveis ao tempo e à temperatura, como os produtos farmacêuticos. No geral, o ritmo de crescimento deverá ser menor que os excepcionais 9% deste ano. Mas ainda assim esperamos um aumento da procura de 4,5% em 2018.

“Continuam os desafios, incluindo a necessidade de uma evolução em toda a indústria em termos de processos mais eficientes. Isso ajudará a melhorar a satisfação do cliente e a conquista de mercado, pois as expectativas dos carregadores e dos consumidores são cada vez mais exigentes”, conclui Alexandre de Juniac.

 

 

 

 

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  1. E aeroporto de Lisboa que por culpa dos nossos governantes não apresenta plano de crescimento a curto, médio e longo prazos. A easyjet já firmou que face à procura actual nem a hipotética nova pista no Montijo tem capacidade de resposta para Lisboa só a ida para Alcochete poderá ser a solução a longo prazo !