O mercado mundial de carga aérea voltou a crescer em Março, segundo a IATA. A subida homóloga foi de 14%, com a capacidade a subir bastante menos (4,2%).

Carga aérea - Bruxelas

No acumulado do primeiro trimestre de 2017, a subida do mercado foi de quase 11% (após ajuste para o efeito do ano bissexto em 2016), eunquanto a capacidade aumentou 3,7%.

O fortalecimento da procura de carga aérea em Março é consistente com a retoma do crescimento do comércio global e das exportações, que registaram um recorde de seis anos. O aumento do transporte aéreo de materiais de silício utilizados em sistemas electrónicos de alto valor “pode ter também contribuído para o sucesso de Março”, de acordo com a IATA.

“Março encerrou o primeiro trimestre com um recorde de seis anos e meio. A indústria volta a recuperar optimismo à medida que estabiliza após vários anos de declínio. No entanto, a indústria deve continuar a fazer o seu caminho num ambiente de grandes desafios, tais como o aumento do preço do petróleo e dos custos laborais. A melhoria da rentabilidade deve ser uma oportunidade para aumentar o valor acrescentado com iniciativas centradas no cliente que optimizem os processos e reduzam custos”, afirma, citado em comunicado, Alexandre de Juniac, director-geral e CEO da IATA.

Só América Latina não cresceu

Todos os mercados regionais, excepto a América Latina, tiveram um mês de Março positivo. Ali a procura diminuiu 4,2% enquanto a capacidade teve uma contracção de 1,9%.

Na Europa, o crescimento da procura foi de 18,2%, enquanto a capacidade disponível aumentou 6,7%. Na Ásia-Pacífico a procura registou um aumento de 13,6% face ao mês homólogo de 2016, com um aumento de 4,8% na capacidade. O Médio Oriente registou em Março um aumento de 16,3% e a oferta subiu 2,7%. Em relação às companhias da América do Norte, registaram um crescimento na procura de 9,5% e um aumento de 2,8% da capacidade disponível. A procura em África aumentou 33,5%, acima dos 6,3% de subida da oferta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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