Em Setembro, o mercado mundial de carga aérea cresceu 1% em termos homólogos, anunciou a IATA. Na Europa, a subida foi de 2,8%.

TAP Carga

O resultado do Velho Continente foi o segundo melhor (só superado pelo crescimento de 7,5% do Médio Oriente). Mas sobretudo merece destaque por contrastar com a apatia vivida pelo mercado europeu desde o início do ano: a variação homóloga relativa aos primeiros nove meses é de …0%.

Ainda em Setembro, o mercado da Ásia-Pacifico (o mais importante a nível mundial) cresceu uns magros 0,3%. Pior, no entanto, fez a América do Norte, ao cair 3,3%, ou a América Latina, que afundou 6,4%. O mercado africano, o mais pequeno mas, diz-se, com um enorme potencial, avançou 4,4%.

Pormenor importante, e negativo: em Setembro, a oferta de capacidade cresceu 5,6% em termos homólogos, daí resultando uma quebra do load factor para os 43,2%. O pior resultado desde 2009. (A oferta de capacidade é cada vez mais determinada pelo espaço disponível nos porões dos aviões de passageiros, sendo que o negócio das passagens está em alta…)

No balanço dos primeiros nove meses do ano, o mercado mundial de carga aérea cresce 2,4% e mantém-se longe do pico atingido ainda no final de 2014. Com a oferta de capacidade a subir 5,5%, a taxa de ocupação fica-se pelos 43,6%.

O mercado do Médio Oriente continua a liderar destacado o crescimento, com uma taxa homóloga de 13%. Mas o load factor das companhias locais fica-se pelos 42,4%.

A região da Ásia-Pacifico cresce 3,2% e, o que é tão bom ou melhor, mantém uma taxa de ocupação da capacidade claramente acima dos 50% (53,7%).

Na Europa, o 0% do crescimento da procura contrasta com os +4,3% da oferta, pelo que o load factor é de 44,4%. O mercado africano avança 4% mas tem a pior taxa de ocupação com apenas 29,7%.

Em terreno negativo estão os mercados da América do Norte (menos 2%) e da América Latina (menos 6,8%).

Comentando os resultados, Tony Tyler, o CEO da IATA, destacou a performance europeia mas sublinhou também a fragilidade do crescimento a nível mundial.

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