O transporte de carga aérea recuou em 2012, pelo segundo ano consecutivo, anunciou a IATA. As perdas de 1,5% agravaram a quebra de 0,6% verificada em 2011. Para o ano corrente, a previsão é de um crescimento de 1,4%.

A nível global, a actividade foi afectada pelo forte decréscimo do comércio mundial e pela alteração do mix de produtos comercializados: o Ocidente comprou menos produtos de elevado valor, e as economias emergentes consumiram mais bens e equipamentos mais adaptados ao transporte marítimo.

Num cenário depressivo, a melhor notícia – destacada pela IATA – foi mesmo o desenvolvimento do tráfego de carga aérea entre a Ásia e a África, com vantagem para as companhias do Médio Oriente e de África. Não por acaso, foram as únicas regiões a crescer no ano findo.

A região da Ásia-Pacífico, o maior mercado regional mundial e tradicionalmente o motor da actividade a nível global, foi de novo a que mais perdeu, em volumes transportados, em termos homólogos: 5,5%. Ainda assim, as companhias locais mantiveram a maior taxa de ocupação do sector, com 56,1%.

A região do Médio Oriente foi, de novo, a que mais cresceu, e logo 14,7%. Isto depois de, em 2011, ter avançado 8,2%. África também progrediu – 7,1% – mas ao invés registou a menor taxa de ocupação, com uns magros 24,7%.

A Europa, fruto da crise da zona Euro, registou uma quebra de 2,9% na actividade, enquanto a América do Norte quebrou 0,5% e a América Latina 1,2%.

Em termos globais, em 2012 a oferta de capacidade de transporte de carga área aumentou 0,2%, enquanto o load factor se fixou nos 45,2%.

Para 2013, a IATA mantém a previsão de um crescimento da carga aérea na casa dos 1,4%.

As companhias aéreas deverão registar este ano – a cumprirem-se as previsões – lucros de 8,4 mil milhões de dólares, que compararão com os 6,7 mil milhões estimados o ano findo.

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