O mercado mundial de carga aérea cresceu 3,9% em Agosto face ao mesmo mês do ano passado, de acordo com os dados da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA). O pior é que as taxas de ocupação continuam baixas.

A capacidade disponível aumentou 4,1% face a Agosto de 2015, com as taxas de ocupação a manterem-se em níveis históricos baixos, nos 40,8%. Isso manteve as receitas do sector sob pressão, segundo a IATA.

Os dados da IATA indicam que o panorama da indústria melhorou face à desaceleração mostrada no início de 2016. A procura (medida em toneladas-quilómetro voadas (FTK, na sigla em inglês) cresceu, em Agosto, em todas as regiões face ao mês homólogo de 2015, com excepção para a América Latina, onde caiu 3,3%.

Os maiores crescimentos foram registados na Europa (+6,6%) e na América do Norte (+5,5%). África teve um aumento da procura em Agosto de 3,7%, a Ásia-Pacífico de 2,8% e o o Médio Oriente de 1,8%.

“Os dados de Agosto revelam melhorias no sector da carga aérea. Porém, as condições subjacentes ao mercado obrigam-nos a olhar para o futuro com cautelas. Os volumes comerciais globais caíram 11% em Julho e não se prevê nenhuma melhoria no horizonte. E a actual retórica política global centra-se mais no proteccionismo do que em promover o comércio mundial. Os governos devem centrar os seus esforços no estímulo do comércio, ao invés de levantarem cercos proteccionistas”, indica, citado pela assessoria de imprensa, o novo director-geral e CEO da IATA, Alexandre de Juniac.

Subida de 1,4% no year-to-date

No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o mercado mundial cresce uns meros 1,4%, em termos homólogos, com a taxa de ocupação a situar-se nos 42,1%.

O Médio Oriente marca o ritmo, com um crescimento de 5,8%, seguido de perto pela Europa, a subir 4,7%. A América do Norte está igual ao ano passado, enquanto a Ásia-Pacífico cede ainda 0,8%. África perde 1,6% e a América Latina cai 4,8%.

Olhando para as taxas de ocupação, a melhor, em termos médios, é a das companhias da Ásia-Pacífico, nos 51,6%, ao passo que a pior é a das companhias africanas, com apenas 22,9% do espaço disponível ocupado.

 

 

 

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