Com quebras de tráfego que chegam aos 90%, devido à pandemia de Covid-19, o transporte aéreo precisará de 200 mil milhões de dólares de apoio, calcula a IATA.

A associação solicita aos governos que considerem o auxílio directo às companhias aéreas para compensar a perda de receita e de liquidez devido às restrições impostas no sentido de controlar o surto pandémico. A IATA propõe ainda que governos e bancos centrais concedam crédito ou suporte ao mercado de títulos corporativos, bem como uma redução dos impostos.

A organização salienta que, sem ajuda, as companhias aéreas não estarão em condições de retomar as operações quando a pandemia do novo coronavírus terminar, pois algumas podem até já ter desaparecido nessa altura.

A IATA sublinha que, havendo acção desde já, os serviços essenciais de transporte aéreo de mercadorias poderão funcionar, conservar-se o maior número possível de empregos e garantir a recuperação da cadeia de abastecimento e do sector do turismo.

Os dados mais recentes mostram que o sector de sofrerá especialmente as consequências desta crise na Letónia, Itália, Eslováquia, Polónia e Eslovénia, embora se concentre em grandes mercados, como França, Espanha, Alemanha e Holanda.

A crise em que o sector está a entrar é, de acordo com a IATA, maior do que as provocadas pelo 11 de Setembro, o vírus SARS ou a crise financeira global de 2009.

 

 

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