A facilitação da carga aérea é o aspecto mais negativo na análise que a IATA fez aos indicadores da competitividade do transporte aéreo em Portugal.

Segundo a IATA, “a facilitação de carga representa o ponto mais fraco da competitividade de Portugal, que deve aumentar a eficiência de processos alfandegários e fronteiriços para o transporte aéreo. A pontuação para a facilitação de fretes electrónicos indica que há um trabalho significativo a ser realizado de forma a que os expedidores de carga comorigem/destino em Portugal beneficiem da implementação completa de processos de carga electrónica”.

O estudo da IATA sobre os indicadores da competitividade regularmentar do transporte aéreo em Portugal foi hoje apresentado, no âmbito da Portugal Air Summit, em Ponte de Sôr.

A análise da IATA assenta em cinco indicadores/pilares, a saber: Facilitação de passageiros, Facilitação de carga, Competitividade da cadeia de abastecimento, Infra-estrutura e Ambiente regulamentar.

Em termos gerais, Portugal obtém uma classificação de 5,5 pontos, que compara com os 5,8 pontos da média regional (calculada a partir da análise de 17 países europeus). Isto numa escala de 0 a 10.

No indicador da Facilitação da carga aérea, Portugal obtém uma pontuação de 3,8, contra a média regional de 6,1.

Nos demais indicadores, Portugal fica acima da média na Facilitação de passageiros e na Gestão da infra-estrutrura; iguala a média no Ambiente regulamentar; e fica ligeiramente abaixo na Gestão da cadeia de abastecimento.

No estudo hoje divulgado, a IATA recomenda o aumento da capacidade aeroportuária em Lisboa, com as melhorias na Portela e a construção do Montijo.

Igualmente é recomendado o combate aos encargos excessivos – para as companhias e passageiros – resultantes das “tentações” dos monopólios naturais.

Uma terceira recomendação aponta para a necessidade de uma estratégia de aviação nacional, envolvendo todos os interessados de dentro e de fora do sector do transporte aéreo.

“O transporte aéreo é um elemento-chave da actividade económica em Portugal, apoiando 322 mil postos de trabalho e contribuindo com 12,3 mil milhões de euros para a economia portuguesa, o que equivale a 6,6% do PIB português”, destaca o estudo da IATA.

“Portugal tem o 11.º mais elevado nível de conectividade aérea na Europa e (..) a sua conectividade cresceu 81% entre 2013 e 2018 (medida pelo Índice de Conectividade da IATA)”, é também realçado.

Tags:

This article has 1 comment

  1. luis pereira

    A IATA arrasa o trabalho de Pedro Marques, 1 vergonha principalmente na capital Lisboa, 1 total desgovernação