O mercado mundial de transporte aéreo de carga mundial deverá voltar a ter um crescimento ligeiro em 2016. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) prevê uma subida de 3% face a 2015, ano em que o sector cresceu 2,2%.

Carga aérea

A IATA justifica as previsões moderadas com a volatilidade dos mercados financeiros e a pressão deflacionária, além da diminuição das exportações e dos envios de semicondutores. Por outro lado, a confiança dos consumidores e o impacto atrasado dos baixos preços do petróleo permitem haver optimismo moderado no médio prazo.

O CEO e director-geral da IATA, Tony Tyler, refere, citado pela assessoria de imprensa, que, apesar “de continuar a ser difícil para as companhias manterem as receitas acima dos custos, o facto é que este negócio gera um enorme valor, já que mais de um terço dos bens comercializados – medidos em valor – é entregue por via aérea”.

Tony Tyler indica que, para ser mais rentável, o sector tem de aumentar a qualidade, pois, na comparação com outros meios de transporte de mercadorias, “o aéreo é um serviço “premium”, mas o grau de satisfação dos carregadores é apenas de sete em dez”.

O dirigente defende que o transporte aéreo de carga passe pela mesma mudança tecnológica (bilhetes electrónicos, cartões de embarque com códigos de barras, etc.) por que passou o segmento de passageiros. Tyler aponta ainda a necessidade de serem operadas mudanças no transporte de mercadorias a temperaturas controladas, em especial os produtos farmacêuticos.

 

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