A IATA reviu em baixa as previsões de 2019 para a carga, da anterior subida de 2% para um crescimento nulo.

IATA revê pela segunda vez em baixa o crescimento da carga aérea em 2019

A IATA anunciou a nova previsão em Seul, na sua assembleia geral anual. É a segunda revisão em baixa do outlook para a carga aérea, depois de ter cortado as previsões de crescimento de 3,7% para 2%, em Março.

Após um primeiro quadrimestre de fraca procura, a associação prevê agora que os volumes transportados ascendam a 63,1 milhões de toneladas em 2019, abaixo dos 63,3 milhões de 2018. Um crescimento zero que contrasta com os 9,7% de 2017, ou mesmo os 3,4% de 2018.

A rentabilidade da carga também será estável após uma melhoria de 12,3% no ano passado. A redução é atribuída pela entidade aos impactos de maiores tarifas comerciais.

A IATA também reviu em baixa a previsão de lucro para o sector aéreo, de 35,5 mil milhões (31,7 mil milhões de euros) para 28 mil milhões de dólares (25 mil milhões de euros). Os custos deverão crescer 7,4%, enquanto a receita aumentará 6,5%, reduzindo as margens líquidas para 3,2% (3,7% em 2018). O lucro por passageiro será de 6,12 dólares (5,5 euros).

“O enfraquecimento do comércio global deve continuar à medida que a guerra comercial EUA-China se intensifica”, afirmou, citado pela assessoria de imprensa, Alexandre de Juniac, director-geral da IATA. “Isso afecta, sobretudo, o negócio de carga, mas o tráfego de passageiros também pode ser afectado à medida que as tensões aumentam. As companhias aéreas ainda terão lucro este ano, mas não há dinheiro fácil para ser conseguido”.

O mesmo responsável apelou aos governos que acabem com as políticas proteccionistas. “A aviação precisa de fronteiras abertas às pessoas e ao comércio”, disse. “Ninguém ganha com guerras comerciais, políticas proteccionistas ou agendas isolacionistas. Mas todos se beneficiam da crescente conectividade. Uma globalização mais inclusiva deve ser o caminho a seguir”, acrescentou.

 

Tags:

Comments are closed.