O sector da aviação civil deverá atingir este ano um resultado líquido global de 29,3 mil milhões de dólares. É bom, mas a Apple alcançou quase metade desse montante em apenas um trimestre, sublinha o CEO da IATA.

American Airlines

Os lucros esperados para este ano superam largamente os verificados em 2014 (16,4 mil milhões de dólares). A melhoria é explicada pelo crescimento do negócio (nos passageiros como na carga), pela redução do preço do combustível e pelo fortalecimento do dólar (embora neste caso o benefício não seja generalizado).

A IATA prevê para este ano um crescimento de 5,5% no mercado mundial de carga aérea (5,8% em 2014) e uma subida de 6,7% no transporte de passageiros (6% há um ano).

Uma vez mais, as companhias da América do Norte registarão os maiores lucros: 15,7 mil milhões de dólares, a que corresponderá uma margem líquida de 7,5%. Na Europa os lucros chegarão aos 5,8 mil milhões de dólares (2,8% de margem). Na Ásia-Pacífico serão de 5,1 mil milhões de dólares (2,5%). A região do Médio Oriente registará um lucro global de 1,8 mil milhões (3,1%), a América Latina 600 milhões (1,8%) e África 100 milhões (0,8%).

Pela primeira vez, o rendimento do capital investido (ROIC) superará os custos do capital, numa relação de 7,5% – 6,8%.

As previsões para 2015 foram apresentadas na 71.ª Assembleia Geral da IATA, reunida em Miami (EUA). Comentando os resultados, Tony Tyler, CEO da organização, tratou de colocar os números em perspectiva. Afinal, disse, a Apple lucrou 13,6 mil milhões só no segundo semestre. Além do que persiste uma grande diversidade de resultados entre regiões e entre companhias.

Mais, sublinhou, os lucros esperados resultarão de um volume de receitas global de 727 mil milhões de dólares. Considerando apenas os 3,5 mil milhões de passageiros previstos para todo o ano, cada um representará um lucro de apenas 8,3 dólares.

 

 

 

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