A IATA reviu em baixa, de 4,5% pata 4%, a previsão para este ano do crescimento do mercado mundial de carga aérea, anunciou a associação.

Na revisão do meio do ano, a IATA baixou a previsão de crescimento da carga aérea para o ano corrente avançada em Dezembro de 2017.

A justificar essa alteração, a associação refere três factores essenciais:  o fim do ciclo de reabastecimento (que exige entrega rápida para atender às necessidades dos clientes), o facto de a componente de novos pedidos de exportação do Índice Global de Gerentes de Compras (PMI) estar no menor nível de 21 meses, e o abrandar do comércio global com o aumento das tensões comerciais.

“Estimamos um aumento modesto de 4% na procura de transporte aéreo de carga em 2018. Ainda assim, é uma alta considerando o começo do ano que foi muito fraco. Porém, existem forças contrárias com o crescente atrito entre os governos na área de comércio. Ainda esperamos que a procura cresça, mas essas expectativas são atenuadas a cada nova tarifa introduzida. A experiência mostra-nos que as guerras comerciais, no longo prazo, só produzem perdas”, refere, citado em comunicado, o director geral e CEO da IATA.

Crescimento de 4,2% em Maio

O mercado  voltou a crescer em Maio, após em Abril ter iniciado uma recuperação em relação à quebra registada em Março, segundo os dados da IATA. A subida da procura em Maio foi de 4,2%, mas a capacidade aumentou 6,2%.

O mercado da Ásia-Pacífico experimentou um aumento de 4,9% na procura e uma subida de 7,4% na capacidade no quinto mês do ano. O mercado norte-americano teve, no mesmo período, um desempenho positivo mais equilibrado com um aumento de 5,9% na procura e de 5,4% na capacidade.

Na América Latina, houve um aumento na procura de carga aérea de 11,4%, bastante acima da subida da capacidade, que foi de 1,5%.

Já no Médio Oriente, a procura por carga aérea incrementou em Maio 2,4% e a capacidade aumentou 3,3%. Menos positivo foi ainda o cenário na Europa, onde a procura aumentou 2,3% e a capacidade 6%.

Por fim, África foi a região mundial com o pior desempenho da carga aérea no quinto mês do ano: a procura caiu 2%, enquanto a capacidade aumentou 20,4%.

 

 

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