As companhias aéreas deverão atingir este ano lucros de 8,9 mil milhões de euros, mas a Europa deverá ainda registas perdas de 1,3 mil milhões de dólares, anunciou a IATA.

A estimativa agora anunciada mais do que triplica os números apresentados em Junho passado (2,5 mil milhões de dólares de lucros). Giovanni Bisignani sublinhou que a recuperação foi mais rápida do que se previa, mas alertou também que não se sabe até quando durará.

Para 2011, a previsão da IATA sobre os lucros do sector já é mais conservadora: 5,3 mil milhões de dólares. E mesmo este ano os ganhos de 8,9 mil milhões, a confirmarem-se, gerarão uma margem de 1,6%, abaixo dos 2,5% registados no último pico de 2007 e ainda longe do necessário para cobrir os custos do capital.

As companhias europeias continuarão a destoar no panorama positivo do sector. De acordo com a IATA, as operadoras do Velho Continente deverão perder este ano 1,3 mil milhões de dólares, ainda assim menos do que os 2,8 mil milhões estimados em Junho.

Ao invés, as transportadoras da Ásia-Pacífico encaixarão lucros de 5,2 mil milhões de dólares, melhor do que os 2,2 mil milhões avançados em Junho, e melhor mesmo que os três mil milhões registados em 2007.

Na América do Norte os lucros deverão tocar os 3,5 mil milhões (e não já 1,9 mil milhões). Na América Latina deverá chegar-se aos mil milhões (900 milhões anteriormente). As companhias do Médio Oriente encaixarão 400 milhões (100 milhões) e as africanas mantêm a expectativa dos 100 milhões.

Este ano, o sector da aviação civil deverá facturar 560 mil milhões de dólares (564 mil milhões em 2008), com a procura a crescer 11% e a oferta a avançar apenas 7%. A factura do combustível deverá ser de 137 mil milhões de dólares (três mil milhões menos que o previsto anteriormente). Os yields deverão avançar este ano 7,3% no transporte de passageiros e 7,9% na carga.

Na última década as companhias aéreas mundiais acumularam perdas de 50 mil milhões de dólares.

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