A ICS juntou-se às vozes que criticam o voto da Comissão do Meio Ambiente do Parlamento Europeu para incluir o transporte marítimo no regime de comércio de emissões da UE em 2023, se até lá a IMO não tomar acções para a redução da pegada ecológica do sector. A ICS defende que as medidas devem ser globais e não apenas europeias.

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A decisão, se confirmada, como se espera, pelo voto favorável em sessão plenária do Parlamento Europeu na próxima Primavera, aumenta o risco de polarização da comunidade internacional e é um obstáculo ao esforço global da IMO em termos de reduções das emissões de CO2, salientam desde a Câmara Internacional da Marinha Mercante.

“Os países não-membros da União Europeia ficarão desapontados e preocupados com o voto de ontem… após a adopção pela IMO há poucas semanas de um abrangente quadro de acções”, disse, citado pela assessoria de imprensa, o director de política e relações externas da ICS, Simon Bennett.

O organismo que representa os armadores mundiais defende que se os estados-membros da IMO decidirem que são necessárias medidas adicionais para redução do CO2 baseadas no mercado, a solução preferível será um imposto global sobre o combustível, ao invés da comercialização de emissões.

Antes disso, a ICS vai, segundo os seus responsáveis, trabalhar com a ECSA – Associação de Armadores da Comunidade Europeia para tentar persuadir o plenário do Parlamento Europeu a rejeitar a proposta da Comissão do Meio Ambiente.

 

 

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