Para reduzir as emissões poluentes, a IMO poderá impor a redução da velocidade dos navios, o que aumentará os custos para armadores e carregadores.

A questão deverá ser debatida na reunião do próximo mês da Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês), onde de novo se falará da redução das emissões de gases de efeito de estufa (GEE).

O problema, alertam vários responsáveis, é que a redução da velocidade implicará aumentos nos fretes e nos BAF e investimentos dos armadores em mais capacidade para transportar a mesma quantidade de cargas.

Franck Kayser, ex-COO da CMA CGM, citado pelo “Loadstar”, antecipa que a IMO imporá uma redução de 10-30% na velocidade dos navios, o que resultará num aumento dos fretes na ordem dos 25-30% e dos BAF na casa dos 50%.

E acrescenta: “Se as restrições de velocidade forem avante, isso requererá um aumento brutal do número de navios necessários para acomodar os actuais volumes de carga”.

O agora consultor dá o exemplo de um serviço semanal Ásia-USEC, que actualmente ocupa dez navios e que precisará de 11 navios no caso de uma redução de velocidade de 10%, de 12 se o corte for de 20%, “e por aí fora…”.

Armadores e carregadores já terão de lidar com os aumentos dos custos resultantes da redução do teor de enxofre dos combustíveis decidida pela IMO para 2020. Agora surge esta nova “ameaça”.

 

 

 

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