Os portos serão das infra-estruturas de transporte mais expostas aos efeitos disruptivos da impressão 3D (3DP) ao longo dos próximos 20 anos, segundo a Fitch Ratings.

A agência de notação financeira prevê que a impressão 3D poderá reduzir o tráfego global de mercadorias, incluindo as importações dos EUA da China, em 10% a 25%.

“Prevemos que a 3DP cresça significativamente nos próximos 20 anos, potencialmente alcançando cerca de 3% do total de manufactura global. A 3DP tem uma mão-de-obra menos intensiva do que a manufactura tradicional e poderá reduzir a dependência de países com salários mais baixos para a montagem de produtos, o que é um factor-chave do desequilíbrio do comércio bilateral EUA-China”, explica a Fitch Ratings.

“Além disso”, acrescenta, “à medida que a produção em massa via 3DP se tornar economicamente mais viável, as cadeias de abastecimento poderão ser encurtadas com mais manufactura realizada localmente. O transporte de mercadorias pode reduzir em resultado disso, afectando negativamente a receita das infra-estruturas de transporte.

“Os portos, que movimentam, sobretudo, carga e representam a maioria do transporte internacional de mercadorias, podem ser os mais afectados pela 3DP”, sublinham desde a agência de rating.

Os riscos de curto e médio prazo são, porém, limitados devido a tratar-se de uma tecnologia ainda emergente.

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