Os ataques de pirataria aumentaram 45,8% entre Janeiro e Setembro, de acordo com o Bureau Marítimo Internacional (IMB, na sigla em inglês) da Câmara Internacional de Comércio (ICC).

Pirataria está mais activa no Golfo da Guiné

Aquele organismo registou 156 incidentes de pirataria este ano, contra 121 no mesmo período de 2017.

Nestes, 107 embarcações foram abordadas, 32 foram alvo de tentativas de ataque, 13 estiveram debaixo de fogo e quatro foram sequestradas – embora nenhum navio tenha sido sequestrado no terceiro trimestre de 2018. De acordo com o IMB, esta é a primeira vez desde 1994, que nenhum sequestro de navios foi registado em dois trimestres consecutivos.

No entanto, o número de tripulantes mantidos reféns aumentou em comparação com o terceiro trimestre do ano passado, de 80 para 112.

“Embora o número recorde de [zero] sequestros nos segundo e terceiro trimestres de 2018 seja, obviamente, motivo de satisfação, incidentes de pirataria marítima e assaltos à mão armada continuam a ser comuns. A ICC recomenda que os governos aproveitem os dados disponíveis do Centro de Relatórios de Pirataria do IMB para concentrar os recursos nesses pontos críticos”, afirmou, citado em comunicado, Pottengal Mukundan, diretor do IMB.

11 marinheiros raptados

Ontem mesmo, um navio porta-contentores da Maersk Line foi alvo de ataque de piratas nas águas da Nigéria, tendo sido raptados 11 tripulantes.

O Golfo da Guiné continua, de resto, a ser uma das regiões onde os piratas se mostram mais activos, tendo sido o cenário de 57 dos 156 incidentes relatados nos primeiros nove meses do ano.

A maioria desses incidentes (41) registou-se nas águas da Nigéria ou em zonas limítrofes. O IMB destacou, porém, que a marinha nigeriana respondeu de forma solícita e enviou de forma pronta barcos patrulha quando os incidentes foram comunicados.

Ontem, porém, tais esforços terão sido baldados.

No seu relatório, o IMB refere também um aumento notável no número de embarcações abordadas em Takoradi, no Gana.

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