As indemnizações devidas pelo Estado aos consórcios envolvidos na “corrida” ao TGV custarão, no máximo, 40 milhões de euros. Muito longe dos 200 milhões reclamados.

E o montante dos 40 milhões de euros (em rigor, 39,6 milhões) representa o pior cenário. Porque até aqui os acordos feitos entre o Estado e os consórcios têm ficado abaixo dos valores reconhecidos como justos pela Inspecção-Geral de Finanças.

Precisamente, no seu último relatório a propósito, disponível no site, a IGF reconhece apenas 22,9 milhões dos 168,8 milhões de euros reclamados pelo consórcio Elos (Soares da Costa / Brisa), que chegou a ser declarado vencedor do concurso para a construção do troço da AV Lisboa-Madrid entre o Poceirão e o Caia.

Já ao consórcio Tave Tejo (FCC), que esteve na disputa da ligação Lisboa-Poceirão, incluindo a TTT, a IGF reconhece apenas 5,6 milhões dos 11,9 milhões de euros reclamados. Maso Estado já terá pago, segundo avança o “DE” menos de 4,5 milhões. Note-se que neste caso o concurso não chegou a ser decidido.

Relativamente ao mesmo concurso, o Estado também já pagou cerca de cinco milhões de euros pagos ao consórcio Elos e 7,2 milhões de euros ao consórcio Altavia.

Tudo somado, atinge-se então o montante dos 39,6 milhões de euros de indemnizações. Ou cerca de 20% dos valores reclamados pelos lesados.

O projecto do TGV foi uma das bandeiras dos governos de José Sócrates. Acabou protelado pela crise e pelas dúvidas do Tribunal de Contas e foi abandonado pelo Governo de Pedro Passos Coelho.

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This article has 2 comments

  1. As dívidas do falso engenheiro josé sócrates ainda não acbaram de aparecer e já passaram 4 anos e ainda há pessoas que o querem de volta tenho pena delas todas

  2. … acabaram …