O tráfego de mercadorias em Portugal, nos diferentes modos, terminou 2019 em terreno negativo face a 2018, de acordo com o INE. A excepção foi a carga aérea.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgou hoje os dados relativos à actividade dos transportes (passageiros e mercadorias) em Portugal, no último trimestre e em todo o ano de 2019. Nas mercadorias, o balanço anual foi negativo em todos os modos, menos na carga aérea.

Em 2019, os aeroportos nacionais movimentaram 210,6 mil toneladas de carga e correio, volume que superou em 12,1% o verificado em 2018. A carga desembarcada cresceu 12,4% até às 101,8 mil toneladas, ao passo que a carga embarcada avançou 11,9% e atingiu as 108,9 mil toneladas.

Já o transporte ferroviário de mercadorias assegurou o transporte de perto de 89,4 milhões de toneladas, o que representou uma quebra de 12% face ao ano anterior. Considerando as toneladas-km realizadas, a perda homóloga ficou-se pelos 5,5%, com um total de 2,7 mil milhões.

O relatório do INE não distingue os tráfegos nacionais dos internacionais, leia-se ibéricos.

No relativo ao transporte rodoviário, o ano terminou com um acumulado de 155,6 milhões de toneladas (-1,4% face a 2018) e 31,2 mil milhões de toneladas-km (-4,5%). Os tráfegos nacionais continuaram a dominar na tonelagem (133,7 milhões) e até cresceram (0,6%) em termos homólogos, ao passo que os tráfegos internacionais recuaram 12,1% para 21,9 milhões de toneladas.

Em termos de toneladas-km, a situação inverte-se, com os transportes internacionais a representarem 20,8 mil milhões e os nacionais 10,4 mil milhões. Ambos perderam na comparação com 2018, 1,9% e 5,7%, respectivamente.

No transporte marítimo, os números principais já divulgados pela Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT) foram confirmados pelo INE. “Os resultados preliminares de 2019 revelam um decréscimo de 5,8% na movimentação de mercadorias nos portos marítimos nacionais, após uma diminuição de 3,2% em 2018. Os portos de Sines (-12,2%), Aveiro (-5,9%) e Figueira da Foz (-4,5%) registaram reduções, enquanto os portos de Setúbal, Leixões e Lisboa registaram aumentos (+4,9%, +1,6% e +0,6%, respectivamente)”, refere o relatório.

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