Concluiu-se esta semana a primeira viagem entre a região mineira de Moatize e Nacala-a-Velha, em Moatize, para testar a renovada linha ferroviária por onde se há-de fazer o escoamento do carvão extraído na região de Tete.

A composição partiu do novo porto (em construção) com os vagões vazios e regressou de Moatize com carga diversa, mas ainda não carvão.

A viagem inscreve-se nos testes de carga à renovada linha que compõe o Corredor Logistico Integrado do Norte (CLN), e que liga as minas de Moatize a Nacala-a-Velha, passando pelo vizinho Malawi. A construção/renovação da via esteve a cargo da Mota-Engil.

Quando em operação comercial, os comboios que circularão naquela via terão uma extensa média de 1 500 metros, sendo compostos por cerca de 120 vagões e quatro locomotivas. As primeiras das 90 locomotivas que integrarão a frota chegaram a Moçambique em Julho passado.

O CLN é maioritariamente controlado (em 80%) pela brasileira Vale, que detém minas em Moatize. Mas a nova linha poderá ser usada por outras companhias mineiras, ao abrigo de um acordo assinado entre o governo e o consórcio (que também integra a Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique).

Os accionistas do CLN pretendem alcançar uma capacidade de transporte superior a 11 milhões de toneladas/ano até ao final de 2015, atingir 13 milhões de toneladas em 2016 e chegar aos 18 milhões de toneladas em 2017.

O projecto de desenvolvimento do porto de Nacala-a-Velha e da linha férrea Moatize/Nacala representa um investimento de 4,5 mil milhões de dólares.

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