A AENA deverá anunciar na próxima semana as condições em que se propõe concessionar a exploração dos aeroportos de Madrid-Barajas e Barcelona-El Prat, os mais importantes de Espanha.

As concessões deverão ser feitas por um período inicial de 15 anos, prorrogável por mais cinco. Os futuros concessionários pagarão um direito de ingresso inicial e depois uma renda anual, que será o valor mais alto entre uma percentagem das receitas e uma prestação fixa.

Os potenciais candidatos, porém, consideram 15 anos um prazo insuficiente para poderem amortizar os investimentos previstos. E defendem antes um período entre 30 e 40 anos que, além do mais, lhes permitiria ter uma voz activa nos planos de expansão de ambas as infra-estruturas, a partir de 2025.

Em alternativa, os investidores querem saber ao certo como será decidida a prorrogação de cinco anos do prazo de concessão, e como serão compensados de eventuais investimentos feitos perto do fim do prazo da concessão.

Outro ponto que merece críticas é a relação entre capitais próprios e financiamento que os candidatos deverão observar. Lembram os investidores que a prática nas concessões é alavancá-las com o recurso a créditos que são pagos pelos fluxos gerados pela própria concessão.

A AENA comprometeu-se a lançar os concursos para as concessões até ao final do corrente mês. Até Setembro serão pré-qualificados os consórcios concorrentes, de modo a que na segunda quinzena do mês seja lançada a fase final dos concursos. As ofertas vinculativas deverão ser apresentadas em Novembro e as adjudicações serem decididas em Dezembro.

Todo o processo poderá, todavia, ser perturbado acaso se verifique uma antecipação das eleições legislativas em Espanha para Novembro.

A Abertis e a Ferrovial são candidatas assumidas às concessões. Mas a Fraport, a Vinci e a Aeroportos de Paris, e a JP Morgan, a Goldman Sachs e a Morgan Stanley (através dos fundos de infra-estruturas que gerem) são também apontadas como interessadas.

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