Desde o início do ano contam-se já 44 ataques a navios, que resultaram em oito sequestros. Os piratas somalis têm em seu poder 32 navios e 725 tripulantes.

O Irene SL, com uma carga de dois milhões de barris de petróleo, tornou-se ontem a mais recente vítima dos piratas somalis. Foi tomado de assalto a 895 milhas ao largo da costa da Somália, quando se dirigia para Sul, para o Cabo, com destino a um porto da Lousiana (EUA).

Para a Intertanko, a associação dos armadores de navios-tanque, o assalto marca “uma importante mudança” no impacto da crise da pirataria. Mesmo se há registos de outros assaltos a navios ainda mais longe da costa da Somália (até às 1 500 milhas), o caso do Irene SL destaca-se por acontecer numa região onde o tráfego do Golfo Pérsico se desvia para Sul-.

Para a Intertanko, se nada for feito para travar a pirataria no Oceano Indico poderá estar em causa o normal fluxo de petróleo dos estados produtores da região para os EUA e para o resto do mundo.

Desde o início do ano já houve 44 ataques a navios. Mas além do número ressalta o facto de todos os sequestros terem ocorrido em pleno Oceano Ìndico, a leste da Somália (e não no Golfo de Aden, como era a regra). Trata-se de uma região muito mais vasta, e que é muito mais difícil vigiar.

Para levarem a cabo os seus ataques cada vez mais longe da costa, os piratas somalis cheguem a usar navios sequestrados, com as respectivas tripulações, como bases de operações no alto mar.

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