O investimento em novos navios porta-contentores praticamente duplicou em 2015 face a 2014, concluiu a Alphaliner. A frota mundial está a crescer de uma forma “insustentável”.

MSC Zoe

No ano passado, o investimento em porta-contentores totalizou 20,2 mil milhões de dólares (18,6 mil milhões de euros),  o que representou uma subida de 98% face ao ano anterior, segundo os dados da Alphaliner.

Considerando a capacidade agregada das novas encomendas, o salto foi ainda mais significativo. No ano passado foi encomendado um total de 255 navios, com uma capacidade total de 2,34 milhões de TEU, o que representou uma subida de 113% da carteira de encomendas, acrescentou.

Este crescimento exponencial das encomendas é justificado pela consultora com a antecipação de pedidos decorrente dos novos requisitos da Organização Marítima Internacional (IMO, em inglês) em termos de emissões de gases nocivos para o ambiente, que têm como meta que em 2025 os novos navios sejam 30% mais eficientes do que os construídos em 2014.

No entanto, um  tal crescimento é “insustentável”, avisou a consultora. No ano passado, a frota de navios porta-contentores atingiu uma capacidade total de 19,94 milhões de TEU, numa subida de 8,5% no período de 12 meses, com a entrada ao serviço de um recorde de 214 novos navios (com 1,72 milhões de TEU de capacidade), ao passo que apenas 200 mil TEU desapareceram através do desmantelamento de embarcações.

No final do ano, estavam imobilizados navios com uma capacidade total de 1,36 milhões de TEU, o que representou um agravamento de quase 500% face aos 230 mil TEU desocupados no início de 2015.

 

 

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