Todos os projectos previstos no Ferrovia 2020 serão concretizados, garante a IP. Mas os atrasos relativamente ao cronograma inicial chegam a vários anos.

O Governo suspendeu 18 obras na ferrovia no Norte e Centro, titulou hoje o “JN”, dando contra de atrasos, adiamentos e até cancelamentos de várias das empreitadas previstas no Ferrovia 2020, plano de modernização da rede ferroviária nacional anunciado pelo anterior G0verno em 2016. Na resposta, sob a forma de esclarecimento, a Infraestruturas de Portugal garante que “Não há qualquer suspensão ou cancelamento (…e )todos os investimentos previstos executar no âmbito do Ferrovia 2020 estão em desenvolvimento e serão concretizados”.

O “JN” refere em título o Norte e o Centro, mas nos exemplos que avança começa na Linha do Minho e acaba na Linha do Algarve, passando pelas linhas do Douro, Norte, Beiras, Oeste, Vendas Novas, Sines,…

Os atrasos referidos variam entre os quase dois anos e os três e quatro anos. E haverá mesmo o caso do cancelamento da obra de electrificação da Linha do Douro entre o Marco de Canaveses e a Régua (prevista para estar concluída no final deste ano, diz o periódico).

No esclarecimento enviado às Redacções, a IP nega a suspensão e cancelamento de obras e trata de justificar alguns atrasos.

No caso da Linha do Douro, diz, as dificuldades do consórcio projectista levaram à denúncia do contrato, estando-se agora na fase de contratação de um novo consórcio. Não é a primeira vez que isso acontece na Linha do Douro.

Quanto à Linha do Algarve, a demora será justificada pela necessidade (aparentemente desconhecida à partida) de realizar avaliações de impacte ambiental de algumas das intervenções previstas. O atraso será de dois anos, a cumprirem-se as novas previsões.

Na Linha de Sines, integrada no Corredor Internacional Sul, o projecto de execução da modernização está em fase de revisão pela IP, diz a gestora da infra-estrutura.A inauguração, diz o “JN”, só deverá acontecer lá para 2024, provavelmente já pelo próximo Governo.

Na Linha do Norte, a revisão integral da via entre Válega e Espinho deverá ter o concurso para a empreitada em 2020 e estar concluída em 2023, acrescenta a IP. (O “JN” lembra que deveria ser em 2020).

Os esclarecimentos da IP, que em boa parte são já referenciados na notícia do “JN”, são omissos relativamente aos outros atrasos denunciados no texto.

 

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  1. É normal nos desgovernos do PS atrasos de até 10 anos relativos aos anúncios, veja-se a obra do hub da DHL que aguarda há 9 anos por A Costa & F Medina e aeroporto de Lisboa que devia ser em Alcochete, pior é impossível !!