A Linha do Douro pode ser uma alternativa vantajosa à Linha da Beira Alta para chegar a Espanha e à Europa, conclui um estudo da Infraestruturas de Portugal (IP) citado pelo “Público”.

CP Carga

As intervenções necessários estão elencadas. Do lado de cá da fronteira, concluir a electrificação da linha até à Régua (em curso), prosseguir até ao Pocinho e dali reconstruir a via até à fronteira de Barca d’Alva. Do lado de lá da fronteira, haverá que modernizar a ligação até La Fuente de San Estebanb, a 57 quilómetros de Salamanca.

O estudo também avança com estimativas de custos: 43 milhões de euros para electrificar o Pocinho-Barca d’Alva, 119 milhões de euros para fazer o mesmo em Espanha. Menos de ambos os lados se se optar pela tracção diesel. O investimento poderá ser co-financiado com dinheiros comunitários, no âmbito do programa Interreg, é dito.

Quanto à justificação da obra, o estudo refere, no que toca ao tráfego de mercadorias, a poupança de 220 quilómetros (ida e volta) na ligação do porto de Leixões a Espanha e à Europa, face à opção da Linha da Beira Alta. E também o potencial que poderá representar o encaminhamento do minério de Moncorvo, quer para Leixões, quer para Espanha.

A Linha do Douro nunca foi equacionada pelos sucessivos governos como uma opção para a ligação de Portugal à Espanha e à Europa. No relativo às ligações a Norte, a opção assumida é a modernização da Linha da Beira Alta, mantendo-se em aberto a construção de uma nova ligação, a partir de Aveiro.

Ao invés, a via navegável do Douro integra a rede “core” da RTE-T e tem sido sido sucessivamente candidatada – e apoiada – ao CEF para aumentar a sua capacidade de acolher cruzeiros e mercdorias. O investimento total previsto ronda os 75 milhões de euros.

 

 

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