A Infraestruturas de Portugal (IP) lançou hoje o concurso para a modernização da Linha do Norte entre Espinho e Vila Nova de Gaia, com um valor estimado em 49 milhões de euros.

São mais 49 milhões de euros para melhorar as condições de circulação num dos troços mais congestionados da rede ferroviária nacional. Para o segundo semestre anuncia-se novo concurso, esse para o troço Ovar-Espinho, no montante de 52 milhões de euros.

Os trabalhos agora a concurso abrangem 17 quilómetros e contemplam a renovação integral da superestrutura, a eliminação de 18 passagens de nível e a criação de duas vias de resguardo electrificadas para comboios de 750 metros.

Com isso, prevê a IP, se aumentará a segurança, se melhorarão os tempos de circulação e se aumentará a capacidade da linha para o transporte de mercadorias.

Acrescem melhorias nas estações e apeadeiros, nomeadamente com o alteamento e alargamento das plataformas e a alteração do layout das estações da Granja e de Vila Nova de Gaia.

Actualmente estão já em curso a empreitada de sinalização electrónica e telecomunicações no troço Ovar – Gaia, no valor de 18 milhões de euros, e a obra de renovação integral de via no troço Valadares – Gaia, no valor de 5 milhões de euros, informa a IP em comunicado.

A modernização do troço Ovar – Vila Nova de Gaia da Linha do Norte implica um investimento total de 160 milhões de euros, co-financiados (espera-se) em 85% por fundos comunitários. O concurso para o troço Ovar – Espinho será lançado no segundo semestre.

O prazo para a apresentação de propostas para o concurso hoje lançado é de 90 dias. O tempo previsto para a sua realização é de 510 dias (são apenas 17 quilómetros, mas o intenso movimento ferroviário limita muito as operações).

Alfarelos-Pampilhosa renovado

O fim da modernização da Linha do Norte é uma obras previstas no Ferrovia 2020, com intervenções nos troços Ovar- Vila Nova de Gaia, Alfarelos – Pampilhosa, Vale de Santarém – Entroncamento e Braço de Prata – Alverca (Terminal Bobadela).

No caso do Alfarelos-Pampilhosa, os trabalhos foram hoje dados oficialmente por concluídos.

Numa extensão de 35 quilómetros, procedeu-se ali à renovação integral da superestrutura, à estabilização de taludes, à adaptação do sistema de catenária e à instalação de quatro aparelhos de mudança de via para permitir o cruzamento de comboios de 750 metros. Do mesmo modo, foram alteadas e prolongadas as plataformas de embarque de estações e apeadeiros.

Os trabalhos iniciaram-se em Março de 20167. O investimento realizado ascendeu a 30,7 milhões de euros.

Tudo para adiar o que muitos (todos?) consideram inevitável: a construção de uma nova linha entre Lisboa e Porto.

 

 

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