A IRU aplaude os objectivos de Bruxelas para as emissões de CO2 do transporte rodoviário de mercadorias, mas avisa que a redução de 35% até 2030 proposta é irrealista.

IRU diz que reduzir 35% emissões de CO2 até 2030 é de mais

A IRU defende que a meta de redução das emissões de CO2 para aquele ano deveria ser apenas estabelecida em 2022, quando será efectuada uma revisão dos objectivos. Considera a entidade que nessa altura “haverá mais informação disponível”.

De acordo com Matthias Maedge responsável pela IRU na Europa, “cumprir uma redução de 35% exigirá uma mudança para a electrificação, a qual não estará pronta para o mercado de longo curso. Por isso, o investimento poderá ser reorientado para veículos mais pequenos e menos eficientes, criando maior congestionamento e mais emissões”.

Para a IRU, o GNL continua a ser uma alternativa-chave para a descarbonização do transporte pesado de mercadorias.

A IRU solicita, além disso, aos membros do Parlamento Europeu que alterem a metodologia para uma análise do ciclo de vida a longo prazo. “O actual enfoque no tubo de escape não reconhece o papel dos biocombustíveis avançados, incluindo o biometano e os combustíveis sintéticos (e-combustível), que são medidas importantes na relação custo-benefício para ajudar a descarbonizar o transporte rodoviário”, defende Maedge

Por fim, a IRU apela aos eurodeputados e aos Estados-Membros para que coloquem “a ciência à frente da política” e considerem a realidade das empresas. “As normas devem basear-se na viabilidade tecnológica, mas também na viabilidade comercial”, salienta Matthias Maedge.

 

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