A União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU) lamenta que o Parlamento Europeu tenha chumbado, pela segunda vez, as alterações propostas pela Comissão dos Transportes ao Pacote de Mobilidade.

Depois da primeira votação a 14 de Junho, a Câmara voltou, a semana passada, a não atingir um acordo. De acordo com a IRU, os eurodeputados “apresentaram-se com relatórios desequilibrados que revelavam uma vontade limitada para encontrar compromissos”.

Isto significa reiniciar o processo parlamentar do Pacote de Mobilidade, apresentado pela comissária Violeta Bulc há mais de um ano.

Neste cenário, para a IRU, tratou-se de uma oportunidade perdida para fornecer um quadro prático e equilibrado para futuras negociações com o Conselho e a Comissão. “Agora os debates voltam ao início e os incentivos para encontrar soluções durante este mandato legislativo são muito limitados”, lamentam desde a organização.

Matthias Maedge, representante da IRU em Bruxelas, adverte que “o Parlamento Europeu perdeu tempo precioso” e que agora chegar a soluções viáveis pode demorar anos num período em que o transporte deve continuar a enfrentar diferentes regras nacionais. “Agora é hora de repensar o objectivo do Pacote de Mobilidade e as ambições que a Comissão Europeia tem até ao fim do mandato”, considera.

As principais medidas da proposta de reforma do mercado europeu de transporte rodoviário incluiam a actualização dos tempos de condução e repouso dos motoristas, o novo regulamento da cabotagem e a revisão da política de destacamento dos motoristas. Questões que dividem profundamente o sector do vtransporte rodoviário de mercadorias europeu.

 

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