A IRU defende que as propostas do pacote de Mobilidade da Comissão Europeia são “uma oportunidade imperdível” para responder “às necessidades específicas” dos operadores de autocarros. A entidade pede regulação específica para o transporte de passageiros e não adaptada das mercadorias.

A mobilidade das pessoas e o ambiente teriam vantagens se esse fosse o caminho, segundo Matthias Maedge, que lidera o trabalho da IRU na União Europeia. “Com os serviços de autocarro a oferecerem o potencial para resolver grandes desafios ambientais e sociais, a IRU solicita ao Parlamento Europeu e ao Conselho que apresentem regras específicas para garantir que o sector atenda as pessoas de forma eficiente e contribua para tornar o sistema de mobilidade europeu mais sustentável”, indica, em comunicado.

“O destacamento de motoristas, a cobrança das infra-estruturas rodoviárias e as regras de tempos de condução e descanso são áreas-chave, que exigem atenção especial e soluções específicas para as companhias de autocarros”, acrescenta Maedge.

Na segunda fase das propostas para o pacote de Mobilidade, a Comissão reconhece a importância do transporte de autocarros e os seus benefícios ambientais e sociais.

Estima-se que um aumento de 1% no transporte de autocarro trará benefícios significativos para a sociedade em termos de redução de emissões de CO2, melhorando a conectividade para grupos sociais desfavorecidos, aumentando a segurança rodoviária e apoiando o emprego.

A IRU indica que “mais de 300 mil companhias, muitas delas pequenas empresas, empregam directamente mais de dois milhões de pessoas, tornando o sector altamente significativo para a economia europeia e para a mobilidade sustentável das pessoas. O sector suporta mais milhões de empregos indirectamente e fornece serviços para várias outras indústrias”.

 

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