Os transportadores rodoviários europeus pretendem que a União Europeia reinvista as receitas da eurovinheta na descarbonização do sector.

A conclusão saiu de uma conferência promovida, em Bruxelas, pela União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU). Os participantes “sublinharam a importância de reinvestir as receitas de portagens e impostos em projectos de infra-estruturas rodoviárias relacionados com o transporte rodoviário, o que ajudaria a reduzir os custos externos de transporte na origem”.

Indicam desde a IRU que “as tarifas de uso de estradas só podem contribuir para reduzir a pegada de carbono do sector de transporte rodoviário se os responsáveis políticos tomarem medidas adequadas e reinvestirem as receitas geradas, permitindo, assim, que os transportadores inovem e adoptem novas tecnologias”.

A organização internacional indica, com base num estudo, de 2018, da Comissão Europeia, que o transporte rodoviário comercial é responsável por menos de 10% dos custos externos totais do transporte. “No entanto, as contribuições dos transportadores rodoviários ainda representam uma parte muito alta da receita total recolhida anualmente”, defendem.

A IRU afirma que “o sector está disposto a desempenhar o seu papel na procura dos ambiciosos objectivos climáticos da UE e a investir em novas tecnologias, incluindo electrificação e combustíveis alternativos, desde que sejam tomadas as medidas necessárias para que estas inovações sejam disponíveis e comportáveis para todos”.

 

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