A União Internacional dos Transportes Rodoviários (IRU, na sigla em inglês) rejeita as acusações de desvio de 530 milhões de francos suíços (487,4 milhões de euros) que deveriam ter sido devolvidos aos sócios da instituição no âmbito da caderneta TIR.
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Uma queixa-crime foi, recorde-se, apresentada às autoridades suíças por Marak Retelski, que chefiou o departamento TIR da IRU (responsável pela segurança do sistema de pagamento das associações nacionais de transportadores) até Janeiro último, altura em que foi demitido.

O comunicado refere que “a IRU rejeita todas as alegações forte e categoricamente. A IRU sempre trabalhou em completo cumprimento da lei e todos os fundos estão registados. A IRU está particularmente preocupada com a forma como estas infundadas alegações podem ameaçar a IRU e seus associados, parceiros e funcionários”.

A entidade salienta que as acusações foram discutidas com os associados na assembleia-geral que decorreu, em Genebra, no passado dia 8 e que as contas do ano passado foram aprovadas. O comunicado da IRU acrescenta também que Retelski foi demitido “após ter criticado publicamente os seus colegas de direcção por decisões relacionadas com a reestruturação em curso dos canais de comunicação em 2015”.

A IRU garante que irá prestar colaboração às autoridades da Suíça, no sentido de esclarecer a situação. A entidade vai, além disso, promover uma auditoria externa. Uma fonte da IRU contactada pelo “Lloyd’s Loading List” indicou que essa auditoria começará o mais tardar no início de Maio e demorará quatro a seis semanas a ser concluída.

 

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