O governo italiano adiou a decisão sobre a construção da linha de Alta Velocidade entre Turim e Lyon. Os primeiros concursos deveriam ser lançados hoje.

 

Após várias reuniões fracassadas entre os dois parceiros do governo – o anti-sistema Movimento Cinco Estrelas (M5S) e a Liga, de extrema-direita – o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, anunciou ter enviado uma carta à TELT, a companhia franco-italiana que está a construir o túnel da linha de Alta Velocidade Turim-Lyon, solicitando-lhe que se “abstenha de qualquer decisão que crie vínculos jurídicos e económicos ao Estado italiano”.

É, assim, atrasada uma decisão que está a colocar a coligação governamental em risco. É que enquanto o M5S está contra a construção da linha, a Liga está a favor.

Giuseppe Conte reiterou a vontade do governo italiano de “estudar integralmente” com França e a União Europeia a realização deste projecto “à luz da análise de custos e benefícios” realizada pelo Ministério dos Transportes e Infra-estruturas italiano, pasta controlada pelo M5S, e que concluiu ser negativo para os interesses de Itália.

O relatório quantifica em 7 000 milhões de euros negativos a diferença entre os custos e benefícios do projecto para Itália.

A linha ferroviária de Alta Velocidade Lyon-Turim faz parte do chamado Corredor do Mediterrâneo, que ligará o Leste e o Oeste da Europa ao longo de 3 000 km, com o objectivo de favorecer as trocas comerciais.

Enquanto tenta ganhar tempo, o M5S reiterou no sábado o seu não ao projecto, ao passo que o líder da Liga, Matteo Salvini, garantiu que a linha será construída a qualquer custo.

 

 

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