O governo de Itália não consegue seduzir um sócio privado para injectar dinheiro na Alitalia, gerida por três administradores de insolvência desde Maio de 2017.

O governo italiano, formado pelo Movimento Cinco Estrelas (M5S), anti-sistema,  e pela Liga, de extrema-direita, pretende manter a maioria do capital em mãos transalpinas. A questão é que nenhuma companhia italiana quer ou pode assumir uma empresa que não tem lucros desde 2002.

A Ferrovie dello Stato (FS), encarregada de gizar um plano de negócio atractivo para a entrada de um parceiro na Alitalia, tinha como prazo 31 de Janeiro para apresentá-lo e solicitou um adiamento. Em Itália fala-se no fim de Março como novo prazo.

O ministro das Infra-estruturas e Transportes, Danilo Toninelli chegou a conjecturar a possibilidade de 51% do capital do grupo ser italiano e o restante permanecer nas mãos de um operador internacional. Esse é, porém, um cenário complicado, uma vez que exigiria ao parceiro estrangeiro colocar dinheiro numa companhia que não controlaria.

Actualmente, existirão dois potenciais interessados ​​em participar na recuperação da Alitalia, mas nenhum está convencido com o projecto da FS, explicaram fontes familiarizadas com as negociações. Os interessados são o consórcio de Delta Air Lines e Air France-KLM e a alemã Lufthansa.

 

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