Itália pretende reformar o sistema portuário para conquistar mercado ao Norte da Europa, em particular ao porto de Roterdão.

Terminal Contentores Taranto

De acordo com a “Reuters”, o ministro das Infra-estruturas italiano, Altero Matteoli, poderá apresentar a proposta ao Parlamento ainda neste mês de Julho, podendo a legislação estar pronta em Agosto.

Os portos italianos, como Génova, La Spezia ou Trieste, entre outros, como que ficaram parados no tempo e não são hoje atractivos para grandes cargas e obrigam os navios a paragem mais demoradas, por serem mais lentos.

A ideia da reforma portuária é captar para os portos italianos cargas que possam seguir por terra para o Norte da Europa, mas antes de tudo as cargas destinadas ao mercado transalpino e que hoje são descarregadas no Norte da Europa depois de terem passado ao largo de Itália.

De acordo com informações prestadas à “Reuters” pelo responsável da comissão de obras públicas do Senado italiano, Luigi Grillo, além do investimento em infra-estruturas (dos portos, mas também de ligações ferroviárias e rodoviárias) a gestão portuária em Itália tem de ser agilizada e simplificada.

A mesma fonte indicou que a maioria do financiamento será assegurado por privados. Grillo não adiantou os montantes que a reforma portuária implicará, mas a Assoporti, a associação que representa os principais portos transalpinos, estima que o investimento necessário rondará os três mil milhões de euros.

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