O transporte internacional de mercadorias deverá quadruplicar até 2050, de acordo com as previsões do Fórum Internacional dos Transportes (ITF) da OCDE.

Em consequência, as emissões de CO2 aumentarão 290% no mesmo período, o que fará com que o transporte de mercadorias substitua o de passageiros como a maior fonte de emissões poluentes do transporte de superfície.

O secretário-geral do ITF, o português José Manuel Viegas, afirmou, citado em comunicado a propósito, que as previsões “representam um desafio sem precedentes para os sistemas de transportes mundiais”. Quadruplicar as emissões poluentes pode “minar seriamente o abrandamento nas mudanças climáticas”, avisou.

José Viegas aponta quatro acções para evitar esse cenário: melhorar a gestão da capacidade de carga, investir em ligações inexistentes, preparar tudo para os mega-navios e melhorar a utilização dos veículos.

Entre as previsões do ITF para 2050, destaca-se a ultrapassagem do Pacífico Norte ao Atlântico Norte como o corredor comercial com maior volume de carga (em toneladas-quilómetro) ao crescer mais 100 pontos percentuais. O corredor do oceano Índico conhecerá igualmente um grande crescimento, com o volume de carga a quadruplicar.

Também os transportes intra-africano (+715%) e intra-asiático (+403%) crescerão muito durante o período em análise. Segundo o ITF, o transporte rodoviário será o privilegiado naquelas regiões devido à falta de alternativas.

Medido pela primeira vez, o transporte doméstico de fluxos de carga internacionais cresce 10% em volume e 30% em emissões de C02. A organização liderada por José Viegas explica a diferença no facto de o transporte doméstico regular-se mais por leis nacionais e menos por acordo internacionais.

 

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