A partir de Janeiro, a Janela Única Logística (JUL) desenvolvida em Sines abrangerá também os fluxos de contentores entre aquele porto e as plataformas logísticas da Bobadela e do Entroncamento, anunciou Lídia Sequeira, presidente da administração portuária.

A JUL, que resulta do upgrade da JUP (já disponível em todos os principais portos nacionais), está em plena utilização desde Abril, em Sines, permitindo que os fluxos inbound e outbound da Artlant, através do porto, sejam feitos sem recurso a papéis.

A plataforma electrónica integra a administração portuária, a autoridade aduaneira, o operador do Terminal XXI e a MSC (enquanto operador logístico), e os fluxos de contentores, cheios e vazios, entre o terminal portuário e a fábrica, são geridos em tempo real, sem papéis, com poupanças de tempo e dinheiro e ganhos de eficiência.

A experiência foi entretanto alargada à ZAL Sines e progressivamente abrangerá todos os terminais do porto liderado por Lídia Sequeira, anunciou em Lisboa, num seminário da Fernave.

Para Janeiro do próximo ano, aquela responsável prevê o alargamento da JUL aos fluxos de contentores com as plataformas da Bobadela (da CP Carga) e do Entroncamento (da MSC). A CP Carga tornar-se-á assim o primeiro operador ferroviário integrado na JUL, e à MSC juntar-se-á a CMA CGM.

Lídia Sequeira sustentou, por isso, que a seu tempo será possível alargar a todos os portos nacionais a JUL, a exemplo do que aconteceu com a Janela Única Portuária. E a propósito sublinhou o reconhecimento internacional da JUP, que já foi exportada para Cabo Verde, e que poderá em breve seguir para o Brasil e para Chipre.

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