O Japão estuda criar um mega-estaleiro com a fusão de 15 estaleiros. O plano foi baptizado de All Japan Shipbuilding e segue o exemplo da China e Coreia do Sul.

O plano, divulgado pela revista económica “Nikkei”, para criar um mega-estaleiro é liderado pelo Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão, que para o efeito iniciou discussões preliminares com alguns estaleiros do país.

O plano surge depois dos dois maiores construtores navais do Japão – a Imabari Shipbuilding e a Japan Marine United (JMU) – terem anunciado, em Dezembro, que iriam formar uma aliança. Para avançar com a parceria, Imabari e JMU anunciaram recentemente que irão, até 31 de Março de 2021,  formar uma joint-venture para integrar os negócios de vendas e design de graneleiros e petroleiros. Imabari e JMU deterão, respectivamente, 51% e 49% das acções da joint-venture.

Além disso, a Mitsubishi Heavy Industries também anunciou um plano, no final do ano passado, para vender um de seus maiores estaleiros à compatriota Oshima Shipbuilding. Outros dois grandes construtores navais japoneses, a Mitsui E&S e a Tsuneishi Shipbuilding, que estão no mercado chinês, iniciaram uma parceria comercial em 2018.

O Japão é, no presente, a terceira maior nação de construção naval do mundo, depois de Coreia do Sul e da China. O país do sol nascente foi líder mundial até ao virar do século, altura em que os vizinhos, graças à mão-de-obra mais barata, começaram a ganhar protagonismo.

No ano passado, os dois maiores grupos de estaleiros da China – CSSC e CSIC – iniciaram uma fusão e criaram o China Shipbuilding Group.

Também os dois grandes estaleiros sul-coreanos, a Hyundai Heavy Industries (HHI) e a DSME, estão em processo de fusão. Em Fevereiro, o governo japonês apresentou uma petição na Organização Mundial do Comércio (OMC) questionando a operação.

 

 

 

 

 

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