Koji Sekimizu é o escolhido para suceder Efthimios Mitropoulos na presidência da Organização Marítima Internacional (IMO na sigla inglesa), a partir de Janeiro próximo.

Sekimizu, japonês de 58 anos, actual director da Divisão de Segurança Marítima da IMO, venceu a concorrência dos candidatos de Espanha, EUA, Coreia do Sul, Chipre e Filipinas. Recebeu a maioria dos votos dos 40 membros do Conselho.

Para além da questão da segurança, que tão bem conhece, Sekimizu terá de lidar com o sensível dossier do controlo das emissões poluentes do sector do transporte marítimo, que não está abrangido pelo Protocolo de Quioto.

No ano passado, a IMO falhou um acordo sobre a redução das emissões de carbono dos novos navios, devido à oposição de vários estados-membros. A União Europeia, por seu turno, propõe-se avançar sozinha com a imposição de limites, a exemplo do que está a fazer com o sector do transporte aéreo (ante a oposição dos EUA e da China, por exemplo).

Os comissários europeus dos Transportes e do Clima reuniram com responsáveis do sector marítimo para discutirem formas de reduzir as emissões de gases com efeito de estufa. E querem forçar um acordo com a IMO.

O Comité de Protecção do Ambiente Marítimo da IMO reunirá no próximo mês de Julho e vários membros deverão pedir a adopção do denominado Energy Efficient Design Índex. O índice contém os requisitos técnicos para melhorar o design dos navios para reduzir, quer o consumo de combustível, quer as emissões poluentes.

“A adopção do índice daria um sinal positivo de que as negociações no seio da IMO poderão resultar em contribuições concretas para combater as alterações climáticas”, disse a propósito a comissária europeia para o Clima, Connie Hedegaard, citada pela Reuters.

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