Os japoneses da Mitsui & Co vão comprar metade da posição maioritária que a Vale Moçambique detém no Corredor Logístico de Nacala. O negócio envolve também a entrada no capital da mina de Moatize, da subsidiária moçambicana do grupo Vale.

Actualmente o Corredor de Nacala é detido em 70% pela Vale Moçambique e em 30% pela Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique. A entrada dos japoneses deverá representar um encaixe de mais de 300 milhões de dólares para o grupo Vale, além de favorecer a conclusão das obras do corredor ainda em 2015.

O Corredor Logístico de Nacala compreende uma via férrea com uma extensão de 900 quilómetros, com passagem pelo Malawi, e ainda um porto de águas profundas em Nacala-a-Velha, essencialmente para a exportação do carvão extraído nas minas de Moatize, província de Tete.

A recuperação e expansão do Corredor (cujas obras estão a ser lideradas pela Mota-Engil) é considerada essencial para aumentar a capacidade de escoamento do carvão moçambicano e para reduzir os custos logísticos associados à actividade mineira.

Ainda antes da compra de 35% do Corredor de Nacala, prevista para o segundo semestre de 2015, a Mitsui & Co deverá adquirir uma posição de 15% na mina de carvão de Moatize que a Vale Moçambique controla a 95%.

A Mitsui & Co actua em Moçambique na exploração de gás natural, detendo 20% da concessão da Área 1 da Bacia do Rovuma.

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