O presidente do Governo Regional da Madeira acusou a Naviera Armas de fazer “chantagem” com a região, a propósito da interrupção do serviço marítimo com o Continente e as Canárias.

“Até hoje, não tenho um papel em cima da minha mesa que me tivesse sido dirigido por esse senhor e a Secretária Regional tinha um papel feito na quarta-feira em que essa empresa, aproveitando o momento de dificuldade, na minha opinião, desenvolvia um acto de chantagem com a Região”, declarou Alberto João Jardim, antes do jantar anual da Associação dos Industriais de Construção da Madeira (ASSICOM), citado pela “Lusa”.

Segundo o líder madeirense, a chantagem iria no sentido da empresa espanhola poder beneficiar de vantagens que nenhuma outra empresa tem, já que, disse Alberto João Jardim, “vinha pedir total isenção de tudo, e logo a seguir íamos ter todas as empresas de transportes a pedir o mesmo”.

A Naviera Armas cessou no fim de semana o serviço ro-pax que mantinha entre Portimão, o Funchal e as Canárias, criticando as elevadas taxas portuárias cobradas no porto madeirense, que só ano passado terão representado um encargo de um milhão de euros para a companhia.

Recorde-se que a esposa do presidente do Governo Regional da Madeira chegou a ser, em 2010, a madrinha de um dos navios (o “Vólcan de Tijafe”) construído para a Naviera Armas nos estaleiros da Galiza.

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