O presidente da Autoridade da Mobilidade e Transportes (AMT), João Carvalho, defendeu hoje a fusão dos portos de Lisboa e de Setúbal, justificando que com isso o porto sadino passaria a integrar a rede “core” da Rede Transeuropeia de Transportes (RTE-T), com acesso aos fundos comunitários.

João Carvalho

O Governo decidiu nomear uma administração conjunta para os portos de Lisboa e Setúbal, o que não está a ser bem recebido na comunidade setubalense. Hoje, na apresentação do plano de actividades da AMT, João Carvalho, o presidente da entidade reguladora do sector, criticou os críticos e foi mais longe ao defender a fusão dos dois portos e, até, ao sugerir igual movimento de concentração entre os portos de Leixões (e Viana do Castelo), Aveiro e Figueira da Foz.

Os portos de Leixões e de Viana do Castelo integram uma mesma empresa, depois da fusão, mas os portos de Aveiro e da Figueira da Foz são duas empresas distintas (ainda que a primeira detenha 100% do capital da segunda), com uma administração comum por acumulação de funções. No caso de Lisboa e de Setúbal, tanto quanto se sabe, estará apenas prevista a existência de uma administração comum a duas empresas distintas e autónomas.

João Carvalho criticou os que insistem em “pensar pequenino” e manifestou-se de acordo com a ministra Ana Paula Vitorino. O presidente da AMT lembrou que, com a integração, o porto de Setúbal poderia – poderá? – concorrer aos fundos comunitários reservados aos portos da rede “core” da RTE-T, a exemplo do que acontece com Viana do Castelo depois da integração com Leixões.

O presidente da AMT lembrou a propósito os movimentos de concentração de portos que estão a ocorrer um pouco por toda a Europa, citando, entre outros, o caso de Itália que tem em curso a redução do número de administrações portuárias, de cerca de 40 para apenas 15.

 

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