218 trabalhadores, 165 viaturas e cerca de 19 milhões de euros de facturação. Esta é a realidade da João Pires – Internacional Transportes, empresa a operar desde Vila Nova de Cerveira.

João Pires

Já com alguma dimensão no mercado, e com seis chefes de tráfego, a João Pires “lutava” com alguns problemas nos seus sistemas de informação, nomeadamente o facto de ter dados em duplicado, o que dificultava a operacionalidade.

Ou seja, quer em termos de viaturas, motoristas ou mesmo clientes, havia dois registos distintos nos seus sistemas e que não comunicavam entre si: um registo no ERP (Enterprise Resource Planning), neste caso da Primavera, e outro no programa específico para o sector dos transportes que a João Pires detinha. De cada vez que era necessário “criar” um novo cliente havia que inserir os mesmos dados nas duas plataformas.

“Precisávamos de uma aplicação que respondesse às nossas necessidades e funcionasse como ponto único de acesso”, explicou Sílvia Pires, da João Pires – Internacional Transportes.

Acontece que no mercado os produtos eram demasiados estandardizados para o perfil desta empresa minhota, até porque fazia questão de manter o ERP Primavera dado responder perfeitamente às questões legais e ter já sido feito um considerável investimento nesta solução. “Um programa desta envergadura demora algum tempo a tirarmos as reais capacidade dele. Simplesmente não estávamos dispostos a abdicar”.

Surgiu então o desafio por parte da ABMN Business Solutions, precisamente um parceiro Primavera: criar uma solução à medida que respondesse às necessidades da João Pires e, consequentemente, do mercado.

“Há necessidades que são comuns. Hoje, temos a nossa informação centralizada. Não é que tenhamos mais informação, porque antes já havia rigor no cálculo dos quilómetros, das despesas dos motoristas… Só que, por exemplo, em vez de uma semana, demorávamos um mês a fazer as mesmas operações. E em vez de duas pessoas, agora é apenas preciso uma para chegar aos mesmos valores. Hoje, já não é necessário andar a cruzar folhas de Excel”.

Além do que, como salientou Sílvia Pires, a informação cada vez mais tem de estar disponível no momento exacto. “De que me adianta ter os dados disponíveis, mesmo que muito rigorosos, daqui a dois meses? Já pode ser tarde para tomar uma decisão.”

Nasceu assim a solução aTrans – logistic software system, já disponível no mercado. E sem adiantar valores do investimento no novo produto, Sílvia Pires admite que o retorno vai ser a longo prazo. “Muito longo prazo”, explicitou. “Foi um nível de investimento muito elevado e fizemos sem qualquer projecto ou incentivo. Mas era necessário”.

O projecto já está terminado, mas há sempre novos desafios. “E essa foi uma das características que nos fez optar por este produto, a capacidade de acompanhar a evolução do próprio mercado”.

 

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