A Plataforma Logística do Sudoeste Europeu, de Badajoz, é uma das entidades envolvidas no desenvolvimento da Janela Única Portuária (JUL).

O objectivo é facilitar o tráfego de mercadorias com origem/destino na Extremadura espanhola através dos portos e plataformas portuguesas, envolvendo operadores logísticos e transportadores rodoviários e ferroviários nacionais.

A ideia já tem alguns anos e já foi objecto de conversações e trabalho entre os responsáveis da plataforma da Badajoz e dos portos portugueses seus parceiros (Lisboa, Setúbal e Sines). A sua concretização passa por criar uma “antena” da JUL em território espanhol, ou dito de outra maneira, permitir que a plataforma extremenha se integre na rede da JUL portuguesa.

Miguel Bernal, presidente da Plataforma Logística do Sudoeste Europeu,l que assinou o protocolo de desenvolvimento da JUL durante a cerimónia de lançamento, em Sines, na passada sexta-feira, sublinhou, em comunicado emitido pela Junta da Extremadura, que a JUL representará “um apoio muito importante”para as empresas da região, e uma mais-valia para a plataforma, que assim se afirmará como “referência para a entrada de mercadorias espanholas em Portugal”.

Zaldesa também interessada

Além da Extremadura, também Castela-Leão pretende envolver-se na JUL portuguesa.

A Zaldesa, entidade que gere a plataforma logística de Salamanca, com fortes ligações aos portos de Leixões, Aveiro e Figueira da Foz, também esteve representada no evento de Sines e Pablo Hoya Serna assinou o protocolo de colaboração em nome daquela entidade.

Para já, são cerca de duas dezenas as entidades e empresas empenhadas no desenvolvimento e implementação da JUL. Para além da DGRM, que lidera o projecto com a APP, contam-se as associações dos agentes de navegação (AGEPOR), dos transitários (APAT), dos transportadores rodoviários de mercadorias (ANTRAM), dos operadores logísticos (APOL) e dos despachantes oficiais (ODO).

Igualmente envolvidos estão os dois operadores ferroviários nacionais, Medway e Takargo, a ALB, o TVT, o SPC, o TML e a Luís Simões.

O grupo de interessados completa-se com a Infraestruturas de Portugal, a AICEP Global, o IPS e a ENIDH.

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