Só com uma fusão a Hapag Lloyd poderá chegar-se aos principais players mundiais no transporte marítimo de contentores. A Hamburg Süd seria um parceiro ideal, entende Klaus-Michael Kuehne.

O empresário, um dos líderes do consórcio Albert Ballin, que controla cerca de 78% do capital da Hapag-Lloyd, defendeu o cenário da fusão numa entrevia à “Wirtschaftswoche”.

“Só uma fusão pode levar a Hapag de volta ao grupo de líderes, a par da dinamarquesa Maersk e da suíça MSC”, afirmou.

A Hapag-Lloyd é o maior armador alemão, enquanto a Hamburg Süd é o maior armador privado, sendo detida pelo grupo Oetker.

Juntas, porém, ficarão ainda muito longe dos primeiros lugares do ranking mundial de transporte marítimo de contentores. A Hapag-Lloyd é sexta, com uma quota de mercado (em termos de capacidade) de 3,9%. O grupo Hamburg Süd é 12.º, com uma fatia de 2,5%.

A soma das duas partes resultaria numa posição de 6,4%, que lhe garantiria o quarto lugar, relativamente perto da CMA CGM (tem uma quota de 8,1%) mas ainda muito longe da Maersk (15,8%) e da MSC (13,4%).

Na mesma entrevista, Kuehne garante que a sua participação no capital da Hapag-Lloyd é para manter, dispondo-se mesmo a acompanhar um eventual aumento de capital para garantir uma posição minoritária de bloqueio na casa dos 25%.

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