A LAM recomeçará a voar para Lisboa em Março próximo, com um avião contratado à HiFly. Mas a companhia moçambicana quer reeditar a parceria com a TAP.

Resolvidos os problemas que a colocaram na “lista negra” da União Europeia durante anos, a LAM (Linhas Aéreas de Moçambique) prepara-se para regressar em Março de 2020 aos céus da Europa, com a ligação Maputo – Lisboa – Maputo.

No imediato, e pelo menos durante seis meses, o serviço será assegurado por um Airbus A340-300, da HiFly, com 260 lugares e mais de 40 toneladas de capacidade de carga, que ligará as duas capitais três vezes por semana, com partidas de Maputo às quartas, sextas e domingos, e saídas de Lisboa às terças, quintas e sábados.

Mas a ideia é chegar aos voos diários, e para isso a LAM aposta em reactivar a parceria que já teve com a TAP.

“Queremos, se possível, fazer uma parceria com a TAP para servir um voo directo quase que diário, com alternativas, de forma a que cada pessoa possa ir num dia e vir no outro, ou daí por dois dias, e não ter de esperar dois/três dias para que aconteça outro voo”, afirmou o director-geral da companhia à “Lusa”.

“Contamos que com algum trabalho e boa vontade de parte a parte conseguiremos pelo menos repor o que havia. Depois, com a introdução do novo voo [em Março], poderemos elevá-la a um patamar muito mais alto”, acresscentou João Carlos Pó Jorge, à margem da cerimónia que marcou o lançamento do voo Lisboa-Maputo.

Se tudo correr pelo melhor, a parceria não se resumirá às ligações entre as capitais, nem entre Portugal e Moçambique.  “A três, quatro anos gostaríamos de ter voos diários entre os dois operadores, com code share na rota, de forma a que uma pessoa possa comprar um voo desde o Porto até Nampula, por exemplo. Mas também vice-versa, que possa comprar desde Pemba até ao Porto, ou até Nova Iorque ou Londres”.

Para o novo voo, os objectivos são elevados: “Queremos transportar, no primeiro ano entre 12 a 14 mil passageiros. Mas obviamente que temos de ajustar a nossa oferta ao que veremos a acontecer no mercado”, disse o executivo.

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