O desafio da logística urbana, e em particular do “last mile”, está a pressionar a infra-estrutura urbana devido ao número de veículos em serviço, diz o strategy advisory leader automotive and transportation segment da consultora EY, Pedro Carvalhas Coutinho.

“Os consumidores exigem rapidez, rastreabilidade e flexibilidade de local e horário de entrega, mas têm pouca vontade de pagar” por essa conveniência. “E, de facto, o e-commerce trouxe uma escala que por si só está a ser um game changer”, indica o especialista, em declarações ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

As autoridades têm activado enquadramentos regulatórios para minimizar estes impactos, como tarifas de congestionamento em vigor em algumas cidades europeias ou objectivos de zero emissões.

“As soluções futuras de mercado passam muito por respostas aos enquadramentos regulatórios a serem definidos e incorporação com sucesso tecnologia já existente que satisfaça as necessidades específicas de cada modelo de negócio”, explica Pedro Carvalhas Coutinho.

O especialista da EY dá como exemplo os terminais de parcelamento seguro com cacifos inteligentes da DHL, ou o modelo de preços assente em big data e blockchain da Volt.

Deixar um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*