A Latam, a companhia que resultará da fusão entre a brasileira TAM e a chilena LAN Chile, estará a negociar com o Governo a compra de uma posição de até 49% do capital social da TAP.

A noticia é avançada hoje pelo semanário “Sol”. Que adianta que o negócio poderá ser fechado em Maio, depois da venda da Groundforce. O mesmo periódico sustenta que em causa estará a compra de uma posição de 39%, podendo chegar-se aos 49%.

O Governo, através do MOPTC, escusou-se a comentar, reafirmando apenas que a privatização da TAP é prioridade inscrita no Orçamento de Estado para este ano.

Quando foi criada a Latam tornar-se-á a maior companhia aérea da América Latina. O processo de fusão está, todavia, um pouco atrasado, porque surgiriam questões legais no Chile.

Por definir está ainda o posicionamento da nova companhia no xadrez das alianças globais de companhias aéreas. Tal como a TAP, a TAM integra a Star Alliance (liderada pela Lufthansa), ao passo que a LAN faz parte da Oneworld (onde pontificam a BA-Iberia e a American).

Precisamente, a IAG (a holding que integra a British Airways e a Ibéria) foi ainda ontem, de novo, apontada como interessada na privatização da TAP. E a Lufthansa é uma eterna pretendente anunciada, dizendo-se agora que já terá pedido informações sobre o processo de privatização da companhia aérea nacional.

A TAP será uma companhia aérea apetecível essencialmente à conta da sua posição no mercado brasileiro e, também, pela sua presença na África subsariana.

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