Ao cabo de 135 anos representada em Portugal, a OPDR decidiu estabelecer-se directamente em Lisboa e Leixões. Laura Rodrigues, a escolhida pelo armador alemão para liderar esta nova fase, falou ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

T&N – O que motivou o estabelecimento directo da OPDR em Portugal?

Laura Rodrigues – A necessidade de estarmos mais próximos dos nossos clientes e do mercado.

T&N – Até aqui a OPDR era representada pela Navex, em Lisboa, e pela Burmester, a Norte. Essas ligações comerciais terminam, ou não?

Laura Rodrigues – Terminam.

T&N– Quantas pessoas trabalharão na OPDR em Portugal?

Laura Rodrigues – No total, a equipa da OPDR será constituída por 18 pessoas, em dois escritórios (Lisboa e Leixões). O centro operacional ficará em Leixões e a sede comercial/administração em Lisboa.

T&N – A estrutura em Portugal fica sujeita à OPDR Iberia, com sede em Espanha?

Laura Rodrigues – Tanto a OPDR Iberia Lda., em Portugal, como a OPDR Iberia SLU, em Espanha, reportarão directamente à sede da OPDR em Hamburgo.

T&N – Como tem evoluído a actividade da OPDR em Portugal?

Laura Rodrigues – A OPDR tem registado um crescimento de dois dígitos, impulsionado pelo short-sea e pela conversão de cargas da estrada para o mar, que esperamos manter e melhorar com a implementação dos escritórios próprios.

T&N – Como é a vossa oferta de serviços no mercado nacional?

Laura Rodrigues – Oferecemos serviços de short-sea, tanto para carga seca como para carga refrigerada. Constituímos uma alternativa eficiente, em termos de custos e ambientalmente sustentável, ao transporte rodoviário para o mercado intra-europeu, por exemplo, para o Reino Unido, Escandinávia e Báltico, bem como para o Noroeste Europeu e Marrocos.

T&N – Têm uma previsão de volumes para este ano (vs. 2011)?

Laura Rodrigues – Temos vindo a crescer acima do mercado, mas infelizmente as recentes greves têm provocado uma desaceleração desse aumento.

T&N – Há perspectiva de lançamento de novos serviços em Portugal, no curto/médio prazo?

Laura Rodrigues – Temos de facto planos, que foram agora adiados devido às greves e que serão reavaliados logo que estas terminem.

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