Os governos de Espanha e França ponderam exigir à LD Lines os 30 milhões de euros de apoio concedido à Auto-estrada do Mar Gijon-Nantes, suspensa há cerca de um mês.

O presidente da Puertos de Estado teceu duras críticas à companhia, no decorrer de uma audição ante a Comissão de Fomento do Congresso. “Não estamos de acordo, em absoluto, com o que fez a companhia marítima. Com uma taxa de ocupação de 70%, a companhia diz que não pode explorá-la [a AEM Gijon-Nantes] com lucro. Nestas condições, não tem argumentos para abandonar a linha alegando motivos económicos”, disse.

Em consequência, acrescentou José Llorca, “se a operadora abandonar definitivamente a linha” os governos espanhol e francês, de forma concertada, reclamarão a totalidade dos apoios concedidos nos últimos quatro anos, na ordem dos 30 milhões de euros. “Temos argumentos jurídicos para reclamá-lo”, reforçou.

No entretanto, mantêm-se as negociações com a LD Lines para retomar o serviço, aproveitando até o facto de não terem sido esgotados os 30 fundos públicos afectados ao co-financiamento da linha. Ponto assente é que não haverá mais subsídios além dos inicialmente acordados.

Prevenindo a desistência definitiva da LD Lines, o presidente da Puertos del Estado confirmou a existência de contactos com outros operadores, eles o Grupo Grimaldi (que esteve para alinhar no arranque da AEM), para avaliar a possibilidade de assumirem as operações da AEM. Mas sem subvenções públicas.

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